Entre julho e setembro de 2025, o mercado brasileiro de criptoativos movimentou R$ 107 bilhões em operações declaradas à Receita Federal. Os dados refletem transações realizadas tanto por corretoras nacionais quanto por plataformas estrangeiras, além de operações informadas diretamente por pessoas físicas e jurídicas que negociam fora de exchanges sediadas no país.
O volume registrado no terceiro trimestre representa uma retração em relação ao mesmo período de 2024, indicando um ritmo mais moderado de negociações no mercado local. Ainda assim, o número de operações permaneceu elevado, totalizando cerca de 30,5 milhões de transações no intervalo analisado.
O bitcoin seguiu entre os ativos mais negociados, com aproximadamente R$ 10,9 bilhões em movimentações no trimestre. Apesar da relevância, o montante representa uma redução expressiva quando comparado ao desempenho do ativo no mesmo período do ano anterior, refletindo um cenário de menor apetite por risco e maior seletividade por parte dos investidores.
As stablecoins continuaram a ocupar papel central nas transações. A USDT, atrelada ao dólar, respondeu pela maior fatia do volume negociado, somando cerca de R$ 66 bilhões no período. Mesmo com leve queda anual, o ativo manteve sua posição como principal instrumento para proteção cambial, liquidez e movimentações rápidas entre plataformas.
Em sentido oposto, o ether apresentou desempenho positivo. O ativo movimentou cerca de R$ 6 bilhões entre julho e setembro, registrando forte crescimento em relação ao terceiro trimestre de 2024. A expansão reflete o interesse crescente em aplicações ligadas a contratos inteligentes, finanças descentralizadas e soluções baseadas na rede Ethereum.
Do ponto de vista do perfil dos participantes, a média trimestral foi de aproximadamente 4,7 milhões de pessoas físicas ativas no mercado de criptoativos, além de cerca de 100 mil pessoas jurídicas. Enquanto o número de investidores individuais apresentou leve retração, a quantidade de empresas operando com criptomoedas aumentou de forma significativa, sinalizando maior adoção institucional e uso corporativo desses ativos no Brasil.
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