#analisefundamentalista #onchain Dentro da análise fundamentalista, uma ferramenta bastante utilizada pelos traders é a análise on-chain, que em uma tradução literal significa análise em corrente. Trata-se de uma forma de analisar os dados dá blockchain, a partir dos dados públicos das criptomoedas, que ajudam a entender as perspectivas e utilização do projeto de interesse, fornecendo ao investidor dados para avaliar se a movimentação do preço do ativo acompanha de fato a utilização da blockchain.
Os indicadores fornecidos pela análise on-chain são o número de endereços ativos, o volume de movimentações, a distribuição da moeda entre as carteiras que a possuem, a taxa de utilização, a inflação equivalente, a dinâmica do comportamento dos detentores, o saldo dos mineradores, o fluxo de capital e o Valor de Mercado Realizado (MVRV).
Ufa! Bastante coisa, né? Detalhes demais para um único post. Mas uma pincelada no assunto já ajuda a esclarecer quem tá começando agora no mercado!
O número de endereços ativos indica a saúde e adoção de uma cripto. Assim, um endereço ativo é aquele usado para transicionar as moedas, sendo que um usuário pode possuir vários endereços. Quando há um aumento no número de endereços ativos significa que a demanda pela moeda está crescendo, indicando possível alta.
O volume de movimentações mostra a transferência de moedas para fora das exchanges. Esse valor aumenta quando há maior interesse no uso da rede.
A distribuição reflete como a moeda está distribuída nos endereços detentores. Quando há uma concentração em cerca de 100 principais endereços, há indícios de manipulação do ativo. Quanto mais desigual a distribuição, maior a probabilidade de grandes liquidações levando a quedas bruscas no preço.
Uma taxa de utilização constantemente elevada dos blocos indica aumento de demanda, e portanto aumento dos preços.
A inflação equivalente, avaliada pelo modelo stock-to-flow, avalia a escassez frente ao estoque existente com a nova emissão. Uma redução na taxa de novas moedas sinaliza oferta limitada, valorizando o ativo. Nessa dinâmica, moedas paradas funcionam como suporte de preço, enquanto que movimentações frequentes indicam maior especulação.
Quanto ao saldo dos mineradores, se há o envio de um grande volume de moedas para exchanges, ocorre um aumento da oferta disponível com consequente redução de preço. Já quando os mineradores retém em suas carteiras as moedas ocorre um aumento da confiança e aumento do preço.
O fluxo de capital segue o mesmo princípio que o saldo dos mineradores, e pode ser avaliado pelo TVL (valor total depositado) , que é a soma dos ativos retidos em aplicações descentralizadas de uma blockchain.
O fluxo de stablecoins ajuda a avaliar a aversão ao risco. Um aumento do depósito em exchanges indica maior otimismo, e a retirada indica sentimento negativo.
Por último, o MVRV faz uma comparação entre o valor de mercado atual e o preço médio de aquisição das moedas. Quando elevado mostra que os detentores estão em posição lucrativa, aumentando a pressão de venda.
Contudo, vale destacar que não existe uma análise sem falhas. A análise on-chain não fornece informações sobre interferências no mercado e pode ser bastante subjetivas já que nem sempre a movimentação na blockchain reflete fielmente as intenções dos investidores. Também pode ser enviesada pelo uso de endereços intermediários, robôs e pela falta de padronização entre diferentes blockchain.