Por que a BitMine colocou US$ 200 mi em MrBeast e o que isso tem a ver com Ethereum
Em um movimento que chama a atenção do mercado, Ethereum, capital do setor de cripto e uma das maiores criadoras de conteúdo do mundo se encontram em um acordo que movimenta a indústria. A celebridade do YouTube Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast, já afirmou operar com “dinheiro negativo”, mas sua empresa, a Beast Industries, acaba de receber um aporte relevante.
Nesta quinta-feira (15), a BitMine Immersion Technologies anunciou um investimento de US$ 200 milhões em ações.
O acordo foi divulgado durante a Assembleia Anual de Acionistas da BitMine, realizada no Wynn Las Vegas. A empresa se posiciona como líder global em liquidez de Ethereum, tendo a meta de adquirir 5% do ETH. Dados do StrategicETHreserve.xyz apontam que a BitMine já detém 3,36% do fornecimento de ETH.
Embora o investimento seja feito em ações equivalentes a dólares, o tesouro de Ethereum da BitMine serve como fonte de capital, tornando o acordo relevante para o segmento de cripto.
A companhia amplia cada vez mais seus investimentos em iniciativas de destaque fora dos projetos blockchain tradicionais.
“… MrBeast e Beast Industries, em nossa visão, são as principais criadoras de conteúdo da geração, com alcance e engajamento incomparáveis entre lares da GenZ, GenAlpha e Millennials”, afirmou um trecho do comunicado, citando Tom Lee, presidente da BitMine.
Lee reconheceu Beast Industries como a maior e mais inovadora plataforma baseada em criadoras do mundo, ressaltando que os valores corporativos e pessoais estão fortemente alinhados.
A Beast Industries, avaliada em US$ 5 bilhões, atua em múltiplos segmentos. No entanto, apesar dessa avaliação, Donaldson já admitiu que sua liquidez pessoal é bastante restrita.
Integração entre BitMine e DeFi: uma nova era para o financiamento de criadores
O investimento de US$ 200 milhões vai além do destaque de uma celebridade. Ele representa uma tendência mais ampla do capital de Ethereum chegando à economia de criadoras.
O CEO Jeff Housenbold pontuou que o acordo valida a trajetória de crescimento da Beast Industries e abre espaço para novas inovações, principalmente no setor DeFi.
“… Estamos entusiasmados em receber Tom Lee e a BitMine como novos investidores na Beast Industries, que se juntam a nossos atuais investidores de capital de risco… Esperamos encontrar formas de colaborar ainda mais e integrar DeFi em nossa futura plataforma de serviços financeiros”, declarou Housenbold.
A expectativa é que o fechamento do acordo aconteça em ou próximo de 19 de janeiro de 2026, ampliando a margem de operação da Beast Industries.
O comunicado revela a possibilidade de uma economia de criadoras tokenizada, em que capital respaldado por Ethereum viabiliza modelos de participação fracionada de fãs.
Com a presença da BitMine, o acordo pode servir como modelo para conectar impérios de conteúdo Web2 e finanças baseadas em DeFi. Isso demonstra como a liquidez de Ethereum vai além dos projetos comuns de blockchain.
Enquanto isso, a Beast Industries já abordou a possibilidade de uma oferta pública inicial, permitindo ao público participar como acionista.
Litecoin cai 46% desde o pico de 2025, mas baleias indicam virada
Os investidores de Litecoin (LTC) ainda não registraram ganhos em 2026, uma vez que a cotação segue pressionada pela forte onda de vendas observada em outubro do ano passado. Ainda assim, ao considerar um horizonte mais amplo, o ativo apresenta sinais que apontam para a possibilidade de reversão de tendência.
Indicadores positivos sustentam essa leitura, entre eles a continuidade da atuação de grandes investidores e o crescimento do interesse em torno do Litecoin.
Como grandes investidores dominam a negociação?
Dados da Coinglass mostram que o Delta entre baleias e investidores de varejo em LTC permaneceu, em sua maior parte, em território positivo do quarto trimestre de 2024 até o momento.
O indicador Whale vs. Retail Delta mede a diferença entre a atividade de grandes participantes e pequenos investidores. Quando permanece acima de zero e em níveis historicamente elevados, o dado indica uma presença mais intensa das baleias no mercado.
Esse padrão pode sinalizar acúmulo de posições a preços mais baixos, embora também possa representar potencial pressão vendedora caso as cotações avancem.
No caso da Litecoin, o gráfico aponta duas fases distintas, destacadas pelas marcações em vermelho e verde.
LTC Whale vs Retail Delta. Fonte: Coinglass
Antes do quarto trimestre de 2024, o delta permanecia em território negativo, indicando predominância da atuação de pequenos investidores, enquanto a LTC era negociado majoritariamente abaixo de US$ 100. Após esse período, as baleias passaram a liderar a atividade, tornando o indicador positivo, mesmo com o ativo preso em uma faixa lateral por vários anos.
Esse comportamento sugere que investidores de varejo podem ter capitulado, enquanto grandes participantes se posicionaram de forma mais ativa.
Além disso, dados recentes da Santiment, plataforma de análise on-chain, indicam um aumento relevante na atividade da rede Litecoin. As transações realizadas por grandes investidores alcançaram o nível mais elevado das últimas cinco semanas.
“… Historicamente, um ativo apresenta chance significativamente maior de reversão diante de picos de atividade entre as baleias”, relatou a Santiment no X.
Transações de baleias Litecoin vs. preço. Fonte: Santiment.
Esses dados reforçam a possibilidade de recuperação ou reversão da LTC em algum momento, mesmo que a moeda ainda enfrente novas quedas de preço no curto prazo.
Informações do mercado de derivativos acrescentam outro elemento à análise. O open interest da LTC registrou uma alta expressiva recentemente. Por outro lado, esse avanço também eleva o risco de liquidações, especialmente entre operadores com posições mais alavancadas.
Open Interest total de Litecoin em US$. Fonte: Santiment.
Por outro lado, o movimento aponta que há mais negociadores se expondo a Litecoin do que antes, indicando possível retomada do interesse dos pequenos investidores.
Em resumo, a combinação entre a movimentação das baleias no longo e curto prazo e o novo fôlego no mercado de derivativos pode sinalizar uma possível recuperação para a LTC.
No entanto, qualquer movimento de alta tende a ser difícil e lento, uma vez que o valor do ativo ainda está cerca de 46% abaixo do pico alcançado no ano passado.
Polygon corta cerca de 30% dos funcionários em demissão em massa
A Polygon realizou uma expressiva rodada interna de demissões, segundo várias fontes próximas ao assunto. Profissionais do setor relataram ao BeInCrypto que cerca de 30% dos colaboradores foram desligados nesta semana, embora a empresa ainda não tenha feito um anúncio público.
Enquanto isso, relatos vêm circulando nas redes sociais, com diversos funcionários e figuras do ecossistema ligados à Polygon publicando sobre saídas abruptas e mudanças nas equipes. A Polygon Labs ainda não respondeu aos pedidos de comentário.
Mudança estratégica relevante para Polygon?
Esta não é a primeira vez que a rede layer 2 realiza uma demissão em massa. Em 2024, a empresa dispensou quase 20% de seu quadro de funcionários.
O momento coincide com uma reestruturação mais ampla que a Polygon já indicava nas últimas semanas. No início deste mês, a Polygon Labs informou que estava realinhando sua equipe em torno de uma nova estratégia prioritária para pagamentos, após uma mudança significativa de foco, deixando de priorizar apenas escalabilidade e DeFi.
Essa alteração ocorreu depois que a Polygon realizou uma série de aquisições que ultrapassaram US$ 250 milhões, incluindo a Coinme, uma rampa fiat-cripto regulada nos Estados Unidos, e a Sequence, fornecedora de carteira e infraestrutura de pagamentos cross-chain.
Esses ativos constituem a espinha dorsal do que a Polygon chama atualmente de Open Money Stack, um sistema verticalmente integrado para pagamentos com stablecoins reguladas e movimentação de dinheiro on-chain.
Gráfico do preço do POL no último mês. Fonte: CoinGecko
Paralelamente, a Polygon segue promovendo melhorias na rede. Seu upgrade Madhugiri aumentou a capacidade de processamento e preparou a chain para volumes maiores de transações.
Essas mudanças também se refletiram no mercado. O token nativo POL da Polygon subiu expressivamente nas últimas semanas.
No entanto, internamente, a transição parece ter gerado custos para a empresa.
Até agora, a Polygon não confirmou oficialmente as demissões reportadas. Contudo, as saídas de funcionários já são perceptíveis nas redes sociais.
Atividade de staking do Ethereum atinge níveis históricos e quebra vários recordes
Em janeiro de 2026, o ecossistema do Ethereum registrou um expressivo aumento nas atividades de staking, com diversos indicadores atingindo máximas históricas. Esses recordes podem reduzir a oferta líquida e favorecer um possível rompimento de preço.
Embora o preço do ETH tenha permanecido abaixo do patamar de US$ 3.500 nos últimos dois meses, analistas avaliam que um rompimento pode estar próximo devido aos sinais positivos de rede.
Quase 36 milhões de ETH em staking correspondem a cerca de 30% da oferta
Dados da ValidatorQueue indicam que o volume em staking de ETH atingiu 35,9 milhões, o que corresponde a 29,6% do fornecimento circulante. Aos valores atuais, esse montante ultrapassa US$ 119 bilhões.
Total de ETH em staking vs. % do fornecimento. Fonte: ValidatorQueue
O gráfico destaca um salto expressivo desde o início de janeiro. O ETH alocado subiu de 35,5 milhões para 35,9 milhões, encerrando uma fase de lateralização que se estendia desde agosto do ano anterior.
Esse avanço ocorreu mesmo após a queda superior a 30% no preço do ETH desde agosto. Os dados apontam forte convicção de longo prazo por parte dos investidores, além de reforçar a segurança e a estabilidade da rede Ethereum.
Além disso, em 15 de janeiro, a fila de staking do ETH ultrapassou 2,5 milhões de moedas, maior patamar desde agosto de 2023. Por outro lado, a fila para retirar ativos caiu para zero.
Fila de validadores do Ethereum. ValidatorQueue
Esses números refletem, em grande parte, a atuação de grandes instituições e Tesourarias de Ativos Digitais (DATs) listadas em bolsa no staking do Ethereum.
A Arkham informou que a Bitmine, de Tom Lee, depositou mais 186.500 ETH em staking, totalizando mais de US$ 600 milhões. Com essa operação, o total de ETH alocado pela empresa atingiu 1,53 milhão, avaliado em mais de US$ 5 bilhões. No agregado, Tom Lee já aloca mais de 1% do fornecimento total do Ethereum.
“… Tom Lee está realizando staking de bilhões em ETH. Ele sabe 100% mais do que nós”, disse CryptoGoos em publicação no X.
Já a SharpLink (SBET), primeira companhia de capital aberto a usar o Ethereum como principal ativo de tesouraria, divulgou que suas operações de staking geraram mais de US$ 32 milhões desde junho. Os rendimentos acumulados já somam 11.157 ETH.
O Ethereum também atingiu outro marco importante em janeiro, com recorde de atividade de usuários. Esse movimento demonstra forte participação em transações com stablecoins e em protocolos DeFi na rede Ethereum.
Diante desses sinais positivos, analistas projetam que o Ethereum pode superar a resistência de US$ 3.450 e avançar para US$ 4 mil. Esse cenário também conta com apoio de um padrão de xícara com alça em formação no curto prazo.
21Shares fecha parceria com gestora brasileira para pesquisa no país
A 21Shares, gestora responsável pela maior oferta de fundos e produtos negociados em bolsa (ETFs/ETPs) de criptomoedas do mundo, anunciou hoje (15) uma parceria estratégica com a Empiricus Asset, gestora brasileira especializada em estratégias de investimento inovadoras. O acordo prevê a ampliação e o fortalecimento da produção de conteúdo sobre o mercado cripto no Brasil e no exterior.
A colaboração entre as duas empresas envolve a estruturação de frentes de pesquisa que combinam a experiência global da equipe da 21Shares com o conhecimento local da Empiricus Asset sobre o mercado brasileiro. Entre as iniciativas planejadas estão a produção de conteúdos e estudos voltados para investidores institucionais, o desenvolvimento de análises com recorte específico para o Brasil e ações educacionais direcionadas a esse público.
Expansão estratégica na América Latina
A parceria representa mais um movimento da gestora suíça no Brasil, mercado onde iniciou suas operações oficiais em setembro de 2025. O país é considerado prioritário para a expansão da 21Shares na América Latina, região que tem apresentado crescimento significativo no interesse por investimentos em criptos.
“Ter um parceiro como a Empiricus é primordial para a 21Shares no Brasil. Unindo as expertises das duas empresas, vamos contribuir ainda mais para expandir as possibilidades de cripto para o público brasileiro ao disseminar conhecimento”, afirmou Bruna Cabús, representante da gestora para a América Latina e a Península Ibérica.
Foco no investidor institucional
Segundo Marcello Cestari, analista de cripto da Empiricus Asset, a aliança tem como objetivo elevar o padrão da discussão sobre criptomoedas no mercado brasileiro. A combinação da visão global da 21Shares com a leitura local da Empiricus deve resultar em pesquisas, dados e análises mais relevantes para o investidor institucional brasileiro.
Além da produção de conteúdo, a parceria também prevê a realização de eventos conjuntos ao longo de 2026, com foco no público brasileiro interessado no mercado de criptos.
Bilionários da tecnologia alimentam a obsessão de Donald Trump pelo Ártico
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a Groenlândia como uma prioridade de segurança nacional. No entanto, por trás do discurso oficial, o movimento parece estar fortemente associado a interesses do setor de tecnologia norte-americano.
O extenso território da Groenlândia, a presença de reservas relevantes de minerais e a baixa densidade populacional tornam a região estratégica para o acesso a recursos considerados essenciais por indústrias de alta tecnologia. Nesse cenário, a hipótese de uma aquisição pelos Estados Unidos não causa surpresa. Empresas bilionárias do setor tecnológico estiveram entre as principais financiadoras da campanha de Trump em 2024, apoio que, em geral, vem acompanhado de expectativas.
Por que a Groenlândia voltou ao foco de Trump?
Um dos primeiros momentos em que Trump abordou a Groenlândia foi em agosto de 2019, durante seu primeiro mandato. Em entrevista a jornalistas, ele confirmou que considerava a ideia, classificando-a como “um grande negócio imobiliário”. Entretanto, à época, afirmou que a iniciativa não era prioridade.
Seis anos depois, as prioridades de Trump mudaram.
Os desdobramentos registrados nos últimos dias não causam surpresa. Durante a campanha eleitoral de 2024, a Groenlândia foi um tema recorrente. Em diferentes ocasiões, Trump descreveu a região como uma oportunidade desperdiçada.
Cerca de um mês antes de assumir o cargo, ele afirmou que a “propriedade e controle” norte-americanos sobre a Groenlândia representariam “uma necessidade absoluta”.
Essa atenção direcionada à ilha não surgiu por acaso. Mais do que idealizador da proposta, Trump aparece como um agente político alinhado a ambições tecnológicas já em curso.
As ambições do capital privado no Ártico
Na última década, um grupo formado por bilionárias do setor de tecnologia, fundos de investimento e startups de perfil especulativo estruturou, de forma discreta, posições estratégicas em torno da Groenlândia.
À medida que esses interesses avançaram, Trump se consolidou como o ator político mais disposto a converter demandas do setor tecnológico privado em iniciativas de Estado.
O principal atrativo da Groenlândia está em suas reservas de terras raras, insumos considerados essenciais para a produção de dispositivos eletrônicos modernos. Desde o primeiro mandato de Trump, nomes como Bill Gates, Michael Bloomberg e Jeff Bezos demonstraram interesse contínuo no território.
Segundo a Forbes, as três bilionárias investem na KoBold Metals desde 2019, pouco depois de Trump manifestar interesse na compra da Groenlândia. Os aportes são realizados por meio do Breakthrough Energy, fundo liderado por Gates.
Em 2022, Sam Altman, fundador da OpenAI, passou a integrar o grupo de investidores por meio de sua venture capital, a Apollo Projects. Outros relatos indicam que a empresa também conta com apoio de Mark Zuckerberg e do hedge fund Andreessen Horowitz.
Além da mineração, a Groenlândia desperta interesse como possível ambiente de testes para modelos de governança e financiamento associados ao ecossistema cripto.
Peter Thiel, aliado histórico de Trump, apoia a Praxis. A startup, liderada pelo CEO Dryden Brown, tem como objetivo estabelecer o que define como um “network state”.
A Praxis analisou publicamente a Groenlândia como um possível local e já captou mais de US$ 525 milhões para desenvolver uma nova cidade baseada em menor regulação e na tokenização de ativos do mundo real, posicionando a ilha como uma fronteira para iniciativas de desenvolvimento urbano viabilizadas por cripto.
Com a Groenlândia novamente no centro das atenções, empresas do setor extrativista e projetos de caráter experimental buscam se reposicionar para garantir acesso ao território.
Na prática, essa rede de interesses privados deixou de atuar de forma secundária e passou a se conectar diretamente ao círculo de poder do governo Trump.
Quais investidores têm influência direta sobre políticas?
A convergência entre interesses comerciais voltados à Groenlândia e a equipe de governo de Trump alcança a própria estrutura da administração.
Alguns indivíduos ligados a companhias com potencial de se beneficiar da exploração de recursos da ilha ocupam, atualmente, cargos de influência direta na política dos Estados Unidos.
Howard Lutnick, secretário de Comércio no governo Trump, comandou anteriormente a Cantor Fitzgerald, cujo hedge fund apoiou a Critical Metals Corp, empresa envolvida em projetos de mineração na Groenlândia.
Conforme reportado pela The New Republic, as investidoras por trás da companhia apresentam sobreposição relevante com aquelas que financiam a Trump Media. Muitas dessas mesmas figuras destinaram centenas de milhões de dólares à campanha presidencial mais recente de Trump.
Indicações diplomáticas também refletem essa convergência.
No mês passado, Trump nomeou Ken Howery, ex-venture capitalist, como embaixador dos Estados Unidos na Dinamarca. Howery atuou como executivo da PayPal e mantém uma longa associação com Peter Thiel e Elon Musk, com quem colaborou nos primeiros anos da empresa.
À medida que a Groenlândia se consolida como prioridade em Washington, a segurança nacional passa a funcionar mais como justificativa pública do que como eixo central da estratégia. O impulso, na prática, parte de bilionários com interesses comerciais bem definidos na ilha.
Fan token do Flamengo sobe 13,7% com possível retorno de Lucas Paquetá
Os rumores cada vez mais fortes sobre a possível volta do meia-atacante Lucas Paquetá ao Flamengo provocaram uma reação imediata no mercado de criptoativos esportivos. O Fan Token do clube carioca ($MENGO) registrou valorização expressiva de 13,7%, acompanhada de um volume de negociação que praticamente dobrou em 24 horas.
A novela da transferência
Lucas Paquetá, formado nas categorias de base do Flamengo, está decidido a retornar ao Brasil após três anos defendendo o West Ham. O clube inglês, porém, resiste à negociação: em situação delicada na Premier League – atualmente na 18ª posição com apenas 14 pontos –, os Hammers tentam segurar o brasileiro ou ao menos maximizar o valor da venda.
O jornal The Athletic confirmou que o West Ham recusou a primeira oferta oficial do Flamengo, de US$ 40,9 milhões. O clube inglês desembolsou cerca de US$ 67 milhões (com bônus) para contratar Paquetá do Lyon em 2022, e busca recuperar parte significativa desse investimento.
O desejo do jogador pela transferência ficou evidente quando ele pediu para não entrar em campo na partida contra o Queens Park Rangers pela Copa da Inglaterra. Oficialmente, o West Ham atribuiu a ausência a uma lesão, mas fontes próximas indicam que a motivação real seria a iminente negociação com o Flamengo.
Impacto no mercado cripto
A movimentação nos bastidores teve reflexo imediato no mercado de Fan Tokens. Partindo de uma mínima de US$ 0,080 no início do dia, o $MENGO diparou até US$ 0,091, marcando pico de 13,7% de valorização. No momento da redação, a cotação estava em US$ 0,0895, ainda com ganho sólido de 11,8% em 24 horas.
Fan token $MENGO
O volume de negociação quase dobrou, evidenciando o renovado interesse dos investidores no ativo digital do clube. Desde meados de dezembro, impulsionado pela temporada histórica do Flamengo em 2025, o $MENGO já acumula expressivos 49% de valorização.
O mercado agora aguarda os próximos capítulos dessa novela: se o West Ham aceitará uma proposta revisada do Flamengo ou se outros clubes europeus entrarão na disputa pelo meia-atacante brasileiro.
Por que 86% das falhas de tokens cripto aconteceram em 2025?
O mercado cripto presenciou um volume sem precedentes de colapsos de projetos em 2025, com mais de 11,6 milhões de tokens fracassando em um único ano, segundo dados recentes da CoinGecko.
Esse número corresponde a 86,3% de todas as falhas de criptomoedas registradas desde 2021, consolidando 2025 como o ano mais destrutivo para a sobrevivência de tokens na história do setor.
Criação de tokens dispara e taxa de sobrevivência cai, aponta relatório da CoinGecko
Os dados da CoinGecko apontam para uma desestruturação da economia de tokens, impulsionada pela criação explosiva de projetos, saturação de memecoins e maior turbulência nos mercados.
No total, 53,2% de todas as criptomoedas monitoradas no GeckoTerminal estão agora inativas. A grande maioria dos colapsos aconteceu nos últimos dois anos.
53,2% das criptomoedas deixaram de existir desde 2021. Fonte: CoinGecko
Entre 2021 e 2025, o número de projetos listados subiu de 428.383 para quase 20,2 milhões. Embora esse crescimento evidencie maior acesso a ferramentas de criação de tokens, ele também resultou em uma saturação severa do mercado.
A divisão anual dos colapsos ilustra o tamanho da mudança. Em 2021, apenas 2.584 tokens fracassaram. Esse total saltou para 213.075 em 2022 e 245.049 em 2023.
O cenário agravou-se consideravelmente em 2024, quando 1.382.010 tokens colapsaram. No entanto, 2025 superou todos os anos anteriores, com 11.564.909 tokens fracassados.
Juntos, 2024 e 2025 responderam por mais de 96% de todos os fracassos de tokens cripto desde 2021, evidenciando como as condições recentes do mercado alteraram de forma drástica a sobrevivência dos tokens.
A metodologia da CoinGecko considerou apenas criptomoedas que registraram ao menos uma negociação e foram listadas no GeckoTerminal antes de se tornarem inativas.
Tokens sem movimentação de negociação foram excluídos, e apenas os tokens graduados no Pump.fun foram incluídos, reforçando a credibilidade do levantamento.
Quarto trimestre de 2025 marcou o ponto de ruptura
O ritmo dos colapsos se acelerou nos últimos meses do ano. Somente o último trimestre de 2025 registrou 7,7 milhões de tokens fracassados, equivalente a 34,9% de todos os colapsos entre 2021 e 2025.
Esse aumento coincidiu com a cascata de liquidações em 10 de outubro, quando US$ 19 bilhões em posições alavancadas foram eliminados em 24 horas, caracterizando o maior evento de desalavancagem em um único dia na história da criptoeconomia.
O impacto revelou vulnerabilidades em tokens com pouca negociação, muitos dos quais:
Não possuíam liquidez suficiente ou
Faltava participantes comprometidos para suportar a volatilidade extrema.
A CoinGecko destacou que a queda acentuada na sobrevivência foi ainda mais expressiva entre as memecoins, que cresceram rapidamente em 2025.
O avanço das launchpads de fácil uso teve papel determinante na onda de falhas. Plataformas como a Pump.fun reduziram barreiras técnicas, permitindo que praticamente qualquer pessoa criasse um token em poucos minutos.
Apesar de terem democratizado a experimentação, essas ferramentas inundaram o mercado com projetos de pouca robustez e sem perspectiva de longevidade.
O executivo da DWF Labs, Andrei Grachev, classificou o cenário como uma temporada de crimes, ao apontar para as pressões sistêmicas enfrentadas por fundadores e investidores.
As observações de Grachev refletem um movimento de consolidação nos mercados de cripto, com o capital migrando para o Bitcoin, ativos consolidados e operações especulativas de curto prazo — deixando projetos novos com dificuldades para obter liquidez sustentável.
A concentração de falhas em 2025 reforçou preocupações sobre a saúde de longo prazo das práticas de criação de tokens.
Apesar da inovação seguir como elemento estrutural do mercado de cripto, os dados sugerem que a capacidade de absorver novos projetos foi ultrapassada.
Com a extinção de milhões de tokens, a confiança do varejo segue em queda, reduzindo a liquidez disponível e aumentando o desafio para lançamentos futuros.
Por que o ciclo de falhas dos tokens pode se estender até 2026
Enquanto isso, os fatores que provocaram o colapso da criptoeconomia em 2025 mostram poucos sinais de reversão. A criação de tokens segue sem barreiras, a liquidez de varejo se mantém fragmentada e a atenção dos mercados permanece voltada para o Bitcoin, ativos consolidados e operações especulativas de curto prazo.
Os dados da CoinGecko mostram que a oferta de tokens cresceu muito além da capacidade do mercado de absorção. Com quase 20,2 milhões de projetos listados até o fim de 2025, mesmo uma expansão moderada das launchpads pode elevar ainda mais os índices de falhas em 2026 — especialmente se a demanda e a liquidez não se recuperarem.
Eventos de estresse no mercado continuam sendo uma vulnerabilidade relevante. O episódio de 10 de outubro, quando foram liquidados US$ 19 bilhões em posições alavancadas em apenas 24 horas, mostrou como choques sistêmicos podem rapidamente se espalhar por ativos com baixa liquidez.
Tokens sem liquidez robusta ou base de usuários engajada foram afetados de forma desproporcional, indicando que episódios similares de volatilidade podem resultar em novas ondas de falências em massa.
Andrei Grachev, sócio-gerente da DWF Labs, alertou que o cenário atual apresenta desafios estruturais para novos projetos, descrevendo uma contínua “guerra de liquidez” nos mercados de cripto.
À medida que o capital de varejo diminui e a disputa se acirra, tokens recém-lançados enfrentam dificuldades crescentes para permanecer. Sem mudanças nos incentivos de lançamento, padrões de divulgação ou educação do investidor, o mercado segue arriscando repetir o mesmo ciclo: rápida emissão, especulação passageira e eventual colapso.
Enquanto participantes do setor argumentam que essa “limpeza” pode fortalecer a cripto ao eliminar projetos frágeis, os dados mostram que o ajuste ainda está longe de ser concluído.
Se a criação de tokens continuar superando o crescimento da liquidez, 2026 pode registrar menos lançamentos, mas não necessariamente menos fracassos.
Bitcoin acima de US$ 95 mil enfrenta teste decisivo
O Bitcoin tenta recuperar as perdas recentes após retomar o patamar de US$ 95 mil, movimento que trouxe otimismo no curto prazo. A alta levou o BTC ao maior nível dos últimos dois meses, porém a recuperação ainda não está consolidada.
Na prática, o ativo enfrenta agora um obstáculo mais relevante. A faixa entre US$ 98 mil e US$ 110 mil é considerada a zona de resistência mais difícil até o momento.
Investidores de Bitcoin têm oportunidades para vender
A dificuldade do Bitcoin fica evidente na análise do Long-Term Holder Cost Basis Distribution Heatmap. Desde novembro de 2025, todas as tentativas de recuperação foram interrompidas em uma área de oferta concentrada entre aproximadamente US$ 93 mil e US$ 110 mil. Nesse intervalo, estão moedas adquiridas em antigos picos de preço, o que mantém pressão vendedora sempre que as cotações retornam a esses níveis.
Cada avanço dentro dessa faixa tem sido acompanhado por vendas de posições de longo prazo. Por esse motivo, o BTC não conseguiu sustentar recuperações mais estruturais, mesmo após sucessivos rompimentos pontuais. Com o preço novamente testando a oferta acima desse intervalo, o mercado enfrenta um cenário já conhecido. A absorção dessa distribuição é considerada essencial para qualquer reversão de tendência mais consistente.
Bitcoin LTH CBD Heatmap. Fonte: Glassnode
Em uma perspectiva mais ampla, o indicador Net Realized Profit and Loss para investidores de longo prazo aponta para um quadro mais moderado. Os dados indicam que esse grupo realiza cerca de 12.800 BTC por semana em lucro líquido, patamar bem inferior ao observado em ciclos anteriores, quando o volume superava 100 mil BTC semanais.
O ritmo mais lento sugere que o processo de realização de lucro segue em andamento, porém com menor intensidade. Esse contexto reduz o risco de quedas imediatas, embora não elimine a pressão vendedora. A direção do mercado passa a depender da força da demanda, especialmente por parte de investidores que acumularam Bitcoin no segundo trimestre de 2025. Caso essa procura não seja suficiente para absorver a oferta disponível, o movimento de alta tende a perder fôlego.
Bitcoin LTH Profit/Loss. Fonte: Glassnode
Um importante ponto de referência de longo prazo continua sendo o True Market Mean, próximo de US$ 81 mil. Manter as negociações acima desse patamar sustenta uma perspectiva macro favorável para o ativo. Caso o preço não consiga se manter nesse nível no horizonte mais longo, aumenta o risco de capitulação, a exemplo do período prolongado de queda observado entre abril de 2022 e abril de 2023.
Preço do BTC precisa de força para ultrapassar US$ 98 mil
O Bitcoin é negociado próximo de US$ 96.302 no momento desta reportagem, registrando a cotação mais alta dos últimos dois meses. O movimento acima de US$ 95 mil melhorou o sentimento dos investidores e aproximou o BTC da resistência em US$ 98 mil. O viés de curto prazo permanece positivo enquanto o preço se sustentar acima dos suportes recentemente reconquistados.
No entanto, superar US$ 98 mil e sustentar níveis acima de US$ 95 mil será desafiador. A oferta acima do preço continua relevante e qualquer aumento na pressão de venda pode reverter rapidamente os ganhos. Se investidores optarem por realizar lucros, o Bitcoin pode recuar para abaixo de US$ 95 mil. Nesse cenário, uma correção mais profunda até US$ 91.471 se torna provável.
Bitcoin Price Analysis. Fonte: TradingView
Um cenário otimista segue possível caso investidores de longo prazo reduzam ainda mais o volume de vendas. Com a diminuição da distribuição, o Bitcoin pode superar a faixa de US$ 98 mil e avançar em direção aos US$ 100 mil. A conversão desse nível psicológico de resistência em suporte tenderia a melhorar de forma relevante o sentimento do mercado. A partir daí, o ativo ganharia espaço para buscar a região de US$ 110 mil, embora novas resistências devam surgir acima desse patamar.
Negociação vira prioridade da Base App e afeta mini apps e creator coins
A Base App, carteira autônoma e ecossistema de aplicativos on-chain desenvolvido pela Coinbase, está passando por uma mudança estratégica para priorizar o foco em negociações.
Dentro do ecossistema da Base, mini apps e creator coins ocupam papel relevante. As mini apps são aplicações leves que funcionam dentro do próprio Base App, sem necessidade de download separado, utilizando a mesma carteira e identidade do usuário.
Elas permitem experiências rápidas on-chain, como jogos simples, ferramentas DeFi, integração de criadores e acesso a serviços financeiros. Já as creator coins são tokens associados diretamente a criadores, desenvolvedores ou comunidades, usados para monetização, acesso a benefícios exclusivos e participação em economias próprias, com valor ligado ao engajamento gerado.
Desde seu lançamento em julho de 2025, o app Base atraiu centenas de milhares de usuários participando de diversas atividades, como negociar, economizar, construir e gastar ativos on-chain.
Base App em foco
Jesse Pollak, criador da Base, comunicou a mudança e detalhou que o aplicativo agora dará prioridade ao aumento de demanda e à distribuição de todos os tipos de ativos negociáveis.
A decisão reflete o retorno dos usuários, que apontaram que a versão inicial do app priorizava excessivamente recursos sociais, deixando a ampla diversidade de ativos on-chain sem a devida atenção.
Pollak ressaltou que três temas principais apareceram nas opiniões dos usuários:
O foco social parecia muito semelhante ao de plataformas Web2
Existe forte demanda por mais ativos de alta qualidade negociáveis, e
O feed deveria mostrar uma visão abrangente da atividade on-chain, incluindo aplicativos, ações, previsões e tokens sociais.
Para atender a essas necessidades, a Base dará prioridade à negociação como recurso principal. A mudança busca estimular o fluxo de capital entre diversas classes de ativos em crescimento, como protocolos, aplicativos, ações, previsões, memes e creator coins.
Pollak destacou que a experiência do usuário com foco financeiro (UX) passará a ser o fundamento do aplicativo, com camadas sociais, como copy-trading, feed-trading e rankings integrados a partir dessa base.
O objetivo é ampliar o engajamento, retenção e distribuição dentro do ecossistema Base.
Mini apps e creator coins seguem centrais enquanto Base amplia negociação global e feed multiativo
Mesmo com a mudança, as Mini Apps continuam a ser componente fundamental da plataforma. Pollak garantiu a desenvolvedores e usuários que essas ferramentas para integração de criadores e facilitação de experiências do consumidor permanecerão com suporte.
“…Mini Apps seguem como parte central desta visão – estamos trabalhando em mecanismos de descoberta, além de ferramentas aprimoradas para acompanhar desempenho, rankings e impacto (por exemplo, quantas pessoas você já integrou). O objetivo da mudança é ampliar ainda mais a distribuição, não reduzir,” ele afirmou.
Estão em desenvolvimento melhorias na descoberta, acompanhamento de desempenho e na medição de impacto, incluindo rankings sobre onboarding de usuários e engajamento com ativos.
Isso garante que as Mini Apps sigam impulsionando visibilidade e distribuição de apps e criadores.
As creator coins, outro marco da economia Base, também seguirão como parte essencial. Pollak confirmou que seu próprio token $ Jesse e outros ativos de criadores permanecerão suportados, reforçando o compromisso da Base com uma economia on-chain diversificada e inclusiva.
Construtores, desenvolvedores e negociadores podem esperar acesso amplo a todas as funcionalidades globalmente, respeitando as exigências regulatórias locais. Isso abrange jurisdições como o Reino Unido, onde existem restrições mais rigorosas.
Brian Armstrong, CEO da Coinbase, acrescentou que o Base App ampliará seu feed para abranger maior diversidade de ativos e aplicações, promovendo experiência multichain com a Base mantida como núcleo principal.
Essa abordagem visa facilitar descoberta, geração de demanda e alocação de capital em todo o ecossistema on-chain.
Ao sobrepor funcionalidades sociais à plataforma com base em finanças, a Base pretende oferecer ambiente completo para negociação, desenvolvimento e interação com ativos on-chain.
Apesar dessa mudança de paradigma, a Coinbase e, consequentemente, a Base, ainda precisam avançar para conquistar mais usuários, especialmente diante do apontado atraso em execução e segurança.
Desenvolvedores criticam a Base por dar preferência a insiders, memecoins e experiências sociais, em vez de focar em utilidade real.
Porém, é inegável que adotar uma visão voltada primeiramente à negociação representa avanço, acompanhando o movimento do varejo por ferramentas financeiras integradas e deixando para trás apps fragmentados ou distrações sociais on-chain.
Listagem na Robinhood impulsiona recuperação do token após queda de 15%
Segundo informações, a Robinhood listará o token LIT da Lighter DEX hoje (15), apesar da queda de 15% da altcoin. Os rumores sobre a listagem impulsionaram a recuperação do token da DEX, que agora está cotado a US$ 2,09.
A medida surge poucas horas depois de a Lighter anunciar o lançamento do tão aguardado staking de LIT, com detalhes sobre como os detentores agora podem ganhar recompensas e acessar recursos adicionais em toda a plataforma.
Lighter se recupera de queda
O BeInCrypto noticiou a queda de 15% do Lighter após o lançamento do recurso de staking na rede . No entanto, embora o token ainda estivesse com uma desvalorização de dois dígitos, surgiram relatos de que a Robinhood planejava listar o token nativo do Lighter, a LIT, o que causou uma rápida recuperação. recompensas e acessar recursos adicionais na plataforma.
Até o momento da redação deste texto, o token LIT da Lighter estava sendo negociado a US$ 2,09 na corretora MEXC , e espera-se que em breve esteja disponível para negociação na Robinhood.
Desempenho de preço dos isqueiros (LIT). Fonte: TradingView
Vale ressaltar que nem a Lighter nem a Robinhood confirmaram publicamente os planos de listagem, mas o token LIT parece já estar disponível na exchange.
Isqueiro (LIT) no Robinhood. Fonte: Robinhood
Vale destacar que a Lighter possui fortes laços com a Robinhood, visto que a Robinhood Ventures participou de sua rodada de financiamento de US$ 68 milhões em novembro de 2025.
Além disso, o projeto é frequentemente descrito como um “modelo Robinhood on-chain”, com planos para um aplicativo móvel voltado para investidores de varejo, fazendo a ponte entre DeFi e TradFi.
A LIT já garantiu listagens em diversas corretoras centralizadas, incluindo Bybit, Bitget, KuCoin, Gate, MEXC e outras.
Entretanto, relatos indicam que formadores de mercado e carteiras começaram a retirar a LIT da Lighter DEX, sugerindo que o token poderá em breve estar disponível para transferências em exchanges centralizadas.
CEO da CoinGecko reforça solidez em rumores de venda por US$ 500 milhões
Bobby Ong, CEO e cofundador da CoinGecko, divulgou um comunicado sobre as perspectivas da plataforma, no qual ressaltou a solidez operacional e o foco contínuo em transparência e crescimento sustentável no longo prazo.
A manifestação ocorreu em meio a rumores de que a empresa estaria avaliando uma possível venda.
Bobby Ong comenta rumores de venda
Relatórios recentes, que citam fontes próximas ao assunto, apontam que a CoinGecko, agregadora independente de dados de cripto, estaria considerando uma operação com avaliação próxima de US$ 500 milhões.
Segundo as informações, a companhia contratou o banco de investimentos Moelis para conduzir o processo. De acordo com uma das fontes, ainda é prematuro definir um valor final, já que a iniciativa teria sido iniciada apenas no fim do ano passado.
Diante dessas especulações, Ong utilizou o LinkedIn para reafirmar a força operacional e os princípios fundamentais que orientam a atuação da CoinGecko.
“… Depois de quase 12 anos desenvolvendo a CoinGecko como uma empresa independente, uma pergunta que sempre recebo é sobre o que o futuro reserva. O que posso dizer hoje é o seguinte: a CoinGecko opera de uma posição de força. Estamos crescendo, somos lucrativos e observamos aumento na procura de instituições à medida que o sistema financeiro tradicional adota a cripto”, disse Ong, em publicação.
Ong afirmou ainda que a companhia revisa rotineiramente caminhos estratégicos, ressaltando que quaisquer considerações desse tipo visam apoiar o crescimento sustentável e aprimorar o serviço oferecido tanto a usuários quanto a clientes institucionais.
“Assim como qualquer empresa bem administrada nesta fase, avaliamos regularmente oportunidades estratégicas que possam acelerar nosso crescimento e fortalecer o valor entregue — aos milhões de usuários que dependem de nossa plataforma e à nossa base expandida de clientes corporativos”, acrescentou Ong.
Fundador reafirma transparência e foco no longo prazo
Ele reforçou que o compromisso da empresa com a transparência e a prioridade em fornecer dados de cripto confiáveis e imparciais permanecem inalterados.
O executivo também mencionou desenvolvimentos mais amplos no setor de cripto. Destacou estruturas regulatórias mais claras e a crescente participação institucional, ressaltando que a CoinGecko segue focada tanto nos usuários quanto no crescimento sustentável.
“… Estamos entusiasmados com as possibilidades à frente e seguimos dedicados a atender nossos usuários, ao mesmo tempo em que construímos a CoinGecko para o longo prazo”, declarou.
Assim, fica evidente que a declaração do fundador não confirma nem nega uma venda da CoinGecko. Ela enfatiza força financeira, crescimento e abertura à avaliação de oportunidades estratégicas, sem indicar que uma transação esteja definida ou próxima de acontecer.
Enquanto isso, a indústria de criptoptomoedas vem experimentando um aumento expressivo em fusões e aquisições. Segundo relatório recente da Architect Partners, a atividade de M&A no setor cripto atingiu níveis históricos em 2025, com negócios ligados a investimentos cripto representando 27,8% do total.
Atividade de M&A em cripto. Fonte: Architect Partners
Contudo, entre as principais transações estiveram a aquisição da Deribit pela Coinbase por US$ 2,9 bilhões, a compra da NinjaTrader pela Kraken por US$ 1,5 bilhão e a aquisição da Hidden Road pela Ripple por US$ 1,25 bilhão.
A tendência segue em 2026, marcada pela aprovação dos acionistas da Strive nesta semana para prosseguir com a compra da Semler Scientific.
Baleias ampliam acumulação de Chainlink após ETF de LINK
Grandes investidores de cripto, conhecidos como baleias, ampliaram a exposição à Chainlink (LINK) após a entrada, nesta semana, do segundo ETF à vista vinculado à altcoin no mercado.
O avanço das operações institucionais e de grandes investidores sinaliza maior confiança nas perspectivas do projeto. Ainda assim, a LINK recuou mais de 1% nas últimas 24 horas, acompanhando o movimento de baixa observado no mercado de forma geral.
ETF da Bitwise de Chainlink estreia com entrada de US$ 2,59 milhões
O ETF Bitwise Chainlink (código: CLNK) começou a ser negociado na NYSE Arca em 14 de janeiro. O CLNK opera com taxa de administração de 0,34%. Entretanto, a Bitwise irá isentar esse custo nos três primeiros meses para até US$ 500 milhões em ativos.
“… A Chainlink oferece a infraestrutura de oráculos essencial que preenche essa lacuna, impulsionando a gestão de risco e a tomada de decisões financeiras necessárias para a adoção em massa. Com o CLNK, investidores agora têm uma nova forma de investir nessa camada fundamental da economia blockchain”, afirmou Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise em comunicado.
Dados da SoSoValue indicam que, no primeiro dia, o ETF registrou entradas líquidas de US$ 2,59 milhões. O patrimônio líquido do fundo alcançou US$ 5,18 milhões, enquanto o volume negociado somou US$ 3,24 milhões.
O lançamento representa o segundo ETF spot nos Estados Unidos diretamente vinculado à LINK. O Chainlink Trust ETF (GLNK), da Grayscale, lançado no início de dezembro, captou US$ 37,05 milhões em entradas no primeiro dia de negociação.
Em comparação, as entradas iniciais do ETF da Bitwise foram mais modestas. Ainda assim, a estreia elevou o total de ativos líquidos dos ETFs de LINK para US$ 95,87 milhões, aproximando o montante da marca de US$ 100 milhões.
Desempenho do ETF Chainlink. Fonte: SoSoValue Baleias de Chainlink aumentam acumulação
Além do interesse das instituições, a Chainlink também está atraindo atenção de grandes investidores de cripto. Dados on-chain revelam que uma única carteira de grande porte (0x10D9) retirou 139.950 LINK da Binance, com valor aproximado de US$ 1,96 milhão.
A movimentação ocorre após uma fase de acúmulo anterior em que o mesmo endereço retirou 202.607 LINK da exchange, cerca de US$ 2,7 milhões.
“… Agora a whale detém 3.42.557 LINK avaliadas em US$ 4,81 milhões acumulados nos últimos dois dias”, declarou a Onchain Lens no X.
Além disso, a Onchain Lens apontou outra carteira de whale, 0xb59, que retirou 207.328 LINK, equivalentes a cerca de US$ 2,78 milhões em 12 de janeiro.
O aumento do interesse dessas grandes carteiras não ocorre de forma isolada. O BeInCrypto informou na semana passada que investidores de grande porte vinham acumulando LINK em volumes expressivos. De acordo com dados da Nansen, o saldo das carteiras de whales avançou 1,37% na última semana, enquanto o volume de LINK mantido em exchanges recuou 1% no mesmo intervalo.
Essa divergência sugere que holdings de maior porte estão transferindo tokens das plataformas de negociação para custódia própria, movimento geralmente associado a estratégias de acúmulo de longo prazo, em vez de operações voltadas ao curto prazo.
Desempenho do preço da Chainlink (LINK). Fonte: BeInCrypto Markets
Contudo, pressões mais amplas do mercado continuaram impactando o ativo. Dados do BeInCrypto Markets indicaram que a altcoin caiu 1,2% no último dia. No momento desta reportagem, a moeda era cotada a US$ 13,8.
Grandes ecossistemas globais negligenciaram a América Latina, diz executivo da Coinbase
O BeInCrypto Brasil entrevistou com exclusividade Guilherme Bettanin, responsável pela Coinbase na América Latina.
O executivo da maior exchange americana revelou planos de expansão do ecossistema Base — blockchain de camada 2 — no Brasil e estratégias para conectar projetos locais a oportunidades globais de aceleração e financiamento. Confira.
Desenvolvedores no foco da Coinbase
Aline Fernandes (BeInCrypto) Guilherme, você assumiu o cargo de Country Lead da Coinbase no Brasil há seis meses e agora em toda a América Latina. Quais são as suas prioridades estratégicas para os primeiros 12 meses, nesse primeiro ano de atuação por aqui?
Guilherme Bettanin: Eu colocaria as prioridades em três frentes. As duas primeiras eu já venho trabalhando muito nesses últimos seis meses. A primeira é trazer novos desenvolvedores e novos projetos para a nossa blockchain.
Isso passa por um trabalho muito focado em educação, conhecimento e suporte para novas startups saírem do zero para o um, participando de hackathons e encontrando apoio, tanto na parte de negócio quanto na parte técnica.
Conectamos essas pessoas e equipes no nosso sistema global para apoiar startups e contribuidores individuais e ajudar a comunidade a criar coisas juntas e iniciar projetos na Base.
A segunda frente é ajudar times a saírem de um (01) para 10. Um exemplo foi a Base Founder House em Florianópolis, em novembro de 2025.
Nós trouxemos 15 startups da América Latina para o Brasil para se conectarem com fundos de venture capital, mentores de fundraising e mentores de growth na área de cripto. São startups que já estavam com produto funcionando em mainnet, com alguma tração, receita e operação rodando.
A ideia foi criar um ambiente onde founders pudessem ter tempo de qualidade com pessoas que normalmente são muito difíceis de acessar sem pressão, em conversas de 30 minutos, uma hora, até duas horas. Nós já estamos vendo impacto na estratégia e na tração de várias equipes que participaram.
E a terceira frente, que ganha mais peso nos próximos seis meses, é um foco maior em retail. É trazer usuários finais para o ecossistema, para a Base, para o Base App e para os aplicativos que já estão na Base. Queremos ajudar esses projetos a penetrar ainda mais o mercado brasileiro, pontua Guilherme.
Calendário global no Brasil e América Latina
AF : Na prática, o que significa “fomentar o ecossistema da Base” no Brasil? Como isso se traduz em ações? E, no caso da Founder House, por que Florianópolis?
Guilherme Bettanin: Sobre presença no Brasil, não é só Florianópolis. Criamos uma rede de embaixadores e contribuidores ao redor do Brasil, com atuação em Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e outros estados. A ideia é estar presente em diferentes polos.
Nós também estamos sempre nos principais eventos cripto do país e de tecnologia tradicional. Eu, por exemplo, fui ao Fórum E-Commerce falar sobre cripto. Era um ambiente com pouca gente do setor, mas com dezenas de milhares de pessoas querendo aprender; exemplifica o executivo da Coinbase.
A Founder House em Florianópolis aconteceu por dois motivos. O primeiro foi a logística. Aconteceu na semana anterior à Devconnect e queríamos criar um roteiro descendo em direção a Buenos Aires, Argentina. Tinha um intervalo entre a Ethereum Week e a Devconnect, e nessa semana acontecia a Ethereum Floripa, que não era uma conferência tradicional, mas quase um retiro de builders. Isso encaixou perfeitamente.
O segundo motivo é que Florianópolis tem uma comunidade cripto grande e já havia iniciativas acontecendo ali. Eu sou de Florianópolis e já trabalhei no fortalecimento do ecossistema local. Em 2022, eu ajudei a fundar e fomentar um dos primeiros hubs cripto físicos da cidade, o Hub 9.3, e chegamos a receber mais de 150 builders naquele ano.
Então, juntar a energia local com esse calendário internacional fez muito sentido. Além disso, a gente queria tirar os founders do “furacão” dos grandes eventos e levar para um lugar mais imersivo, que favorece conversas profundas e conexões reais.
América Latina foi negligenciada
AF: Você já disse que tem convicção de que a Base é o ecossistema ideal para builders brasileiros. O que torna o Brasil um mercado estratégico para a Base?
Guilherme Bettanin: O Brasil é estratégico por vários fatores. Primeiro, eu falo isso também pela minha experiência como founder.
Eu sei como grandes ecossistemas globais negligenciaram a América Latina e o Brasil por muito tempo. Para um desenvolvedor latino, é muito mais difícil conseguir atenção global, ser levado a sério e mostrar talento e capacidade de competir com players de outras regiões. Existe um estigma sobre a América Latina que não corresponde à realidade.
Temos uma densidade de talento enorme. Tem pessoas muito batalhadoras, com muita vontade de construir e dar certo. Nós (Brasil) temos uma necessidade maior. Somos um povo que está sempre construindo em busca da inovação!
E, na minha visão, não existe outro ecossistema que consiga ajudar founders com distribuição como a Base. A plataforma oferece suporte para startups, conexão global, credibilidade e acesso a grandes players, em parte porque é ligada à Coinbase. Isso abre portas para founders daqui que historicamente tinham dificuldades de acessar.
Em cripto desde 2017, Guilherme revelou ainda que passou por todas as etapas de um builder que não tinha nem dinheiro para comprar passagem para ir aos hackatons até montar uma equipe de 20 pessoas e construir um protocolo que cresceu muito para mais de 100 mil usuários.
Além disso, internamente, há um foco real na América Latina. Não é discurso. Existe uma crença forte de que protocolos relevantes globalmente podem sair daqui, e isso orienta as iniciativas que a gente vem colocando de pé.
Atitude para somar com a Base
AF: E, no perfil do desenvolvedor brasileiro, o que mais se alinha à visão da Base?
Guilherme Bettanin: Eu gosto de usar “builders” em vez de “desenvolvedores” porque quando a gente fala só em desenvolvedor, parece que exclui construtores não técnicos, como quem trabalha com comunidade, eventos, marketing, e isso é essencial para o ecossistema.
O que faz um builders se destacar é “ser Base” no sentido de atitude. É querer somar, agregar, contribuir de forma positiva, ter adaptabilidade, entender o que está acontecendo no mercado e ajustar a solução a isso. Também é estar disposto a ouvir, ter humildade, querer aprender e construir junto. Buscamos pessoas que querem ser ajudadas de verdade, porque podemos ajudar esses talentos a ter sucesso.
O que também me chama a atenção é ver desenvolvedores que compreendem o ecossistema, aproveitam oportunidades e conectam estratégias para crescer na Base. Assim conseguem se alavancar nas oportunidades disponíveis, conectando pontos, protocolos e estratégias para crescer mais por estarem conosco.
Grants e programa global de aceleração podem oferecer até 5 ETH
AF: Falando agora de aceleração, distribuição e funding, quais trilhas de apoio a Coinbase e a Base estão oferecendo para founders e builders? Como funciona a “escada” de suporte?
Guilherme Bettanin: Temos um grande caminho para suporte. Começa na fase de experimentação. Nessa fase, existem grants para builders. O programa de grants pode oferecer de 1 a 5 ETH, o que hoje dá até cerca de US$ 15 mil. É voltado para equipes menores que precisam de estrutura para sair do zero. A concessão depende de tração, maturidade e do que já foi construído.
Além disso, realizamos meetups para conectar essas equipes com pessoas importantes do ecossistema e oferece “builder hours” com fundos de venture capital e investidores de ponta, para feedback e direcionamento. Junto disso entram hackathons e iniciativas que ajudam o projeto a se estruturar.
Quando o experimento vira um projeto, ele pode entrar no Base Batches, nosso programa global de incubação e aceleração. Aí existem duas tracks: a track de builders, que funciona como um hackathon com período de construção e demonstração do que foi entregue, e a track de startup, em que a gente avalia o progresso e conecta diretamente com fundos e mentores de growth.
No Base Batches, já distribuímos até US$ 1 milhão em prêmios por edição. Já fizemos duas edições e a tendência é continuar. Depois, quando o projeto está mais estruturado e com mais tração, entram incentivos caso a caso. Assim, podemos conectar com a Coinbase Ventures, que é uma equipe separada da Base, e também com os melhores VCs do mundo em cripto.
Nós também oferecemos newsletter para investidores, conexão direta e apoio em estratégia de crescimento e distribuição, incluindo divulgação nos canais oficiais da Base, como build on Base e páginas regionais como Base Brasil.
A lógica é simples: grant pequena sozinha não resolve. Founder que quer sucesso precisa de capital maior, apoio de fundraising, mentoria e distribuição. É isso que faz o projeto vir, ficar e crescer na Base.
Brasil terá dashboard global
AF: Para quem quer começar, quais são os caminhos mais rápidos para um builder brasileiro entrar no ecossistema? Existe um hub de recursos centralizado?
Guilherme Bettanin: Sim. Estamos criando páginas no Notion para cada país e isso está virando uma iniciativa global.
No caso do Brasil, existe um dashboard onde estão reunidos os recursos para builders brasileiros começarem na Base: desde participar de hackathons, buscar apoio e funding, até caminhos de growth. Ali você entende para onde ir, se precisa preencher um formulário, falar diretamente comigo ou com um embaixador.
Além disso, a gente tem Discord. Existem um servidor brasileiro e um servidor global. No global, fica concentrado o suporte técnico, e a gente costuma responder rápido, normalmente no mesmo dia.
AF: Você acredita que veremos mais startups brasileiras migrando para a Base ou novos projetos nativos surgindo a partir de iniciativas locais?
Guilherme Bettanin: Os dois. Pela minha experiência nos últimos seis ou sete meses, eu tenho visto muitas startups migrando para a Base de outros ecossistemas, abandonando um ecossistema e focando totalmente na Base por conta do crescimento e dos planos para o futuro. Também vejo muitos projetos multi-chain percebendo que não podem ficar fora da Base e aumentando a dedicação ao ecossistema.
E, ao mesmo tempo, estão surgindo projetos novos que já nascem na Base, nativamente, desde o início, influenciados pelo que a gente vem fazendo.
Um exemplo bem interessante de um caso que, não vou citar o ecossistema, mas foi um projeto que estava em um outro ecossistema com um X valor em TVL estagnado há seis meses. Em três meses, dentro da Base , passou para 10x mantendo aquele outro ecossistema.
AF: Para fechar, olhando para a adoção e a maturidade do mercado brasileiro, como você enxerga o papel do Brasil na Web3 na América Latina, especialmente com as regulações mais recentes?
Guilherme Bettanin: Eu não sou especialista em regulação, mas em termos de adoção e de papel regional, eu vejo o Brasil como líder na América Latina. O Brasil lidera o avanço na regulamentação, e a clareza vem aumentando. Como empresa americana, a Coinbase trabalha próximo dos reguladores, buscando esse diálogo.
Por que o mercado de criptomoedas está em baixa hoje 15/01/2026?
A capitalização total do mercado de criptomoedas (TOTAL) registrou uma queda nas últimas 24 horas, embora muito leve. Mesmo com o Bitcoin (BTC) mantendo um retorno positivo no último dia, as altcoins, lideradas pela Story (IP), registraram quedas.
Nas notícias de hoje:
A Lighter, exchange descentralizada de contratos perpétuos, lançou o staking como uma funcionalidade essencial para seu token nativo, o LIT. Agora, os usuários precisam fazer staking de LIT para acessar o Pool de Liquidez da Lighter, sendo que um LIT desbloqueia depósitos de até 10 USDC para novos participantes.
O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, afirmou que a empresa não apoia mais a versão revisada da Lei CLARITY do Senado após grandes mudanças de última hora. Ele alertou que a versão atualizada prejudica a estrutura do mercado de criptomoedas e cria riscos para ativos tokenizados, DeFi, stablecoins e mercados abertos.
O mercado de criptomoedas permanece praticamente inalterado
A capitalização total do mercado de criptomoedas caiu US$ 3 bilhões nas últimas 24 horas, uma leve correção após uma forte alta. As altcoins lideraram a queda, com investidores de curto prazo realizando lucros. Apesar da pressão vendedora, a pequena redução sugere que a estrutura geral do mercado permanece intacta por enquanto.
A TOTAL está sendo negociada perto de US$ 3,21 trilhões, valor que se estabeleceu como uma zona de suporte imediato. A incapacidade de romper a resistência de US$ 3,26 trilhões limitou o ímpeto de alta. Se as vendas persistirem, a capitalização de mercado poderá cair abaixo de US$ 3,21 trilhões e testar novamente o suporte de US$ 3,16 trilhões no curto prazo.
Análise de preço TOTAL. Fonte: TradingView
Uma recuperação ainda é possível se o interesse de compra retornar durante a sessão. Manter-se acima de US$ 3,21 trilhões sinalizaria estabilidade e ajudaria a restaurar a confiança dos investidores. Um suporte sustentado nesse nível poderia permitir que o TOTAL se recuperasse, limitando o risco de queda e posicionando o mercado de criptomoedas para outra tentativa de alta.
O Bitcoin se mantém acima de US$ 95 mil
O Bitcoin apresentou um desempenho melhor do que o esperado nas últimas 24 horas, mantendo-se firme acima do suporte de US$ 95 mil, apesar da pressão generalizada do mercado. Essa resiliência destaca a demanda sustentada por BTC em períodos de incerteza. A manutenção desse nível indica que os compradores permanecem ativos e dispostos a defender zonas de preço importantes.
Investidores otimistas continuam a dar suporte ao Bitcoin , com o BTC sendo negociado próximo a US$ 96.025 no momento da redação deste texto. A ação do preço permanece em uma faixa entre US$ 95 mil e US$ 98 mil, enquanto o mercado busca uma direção. O RSI indica um fortalecimento do ímpeto de alta, o que poderia impulsionar um novo movimento em direção à resistência de US$ 98 mil.
Análise do preço do Bitcoin. Fonte: TradingView
Os riscos de queda permanecem caso os investidores de curto prazo optem por realizar lucros. Uma onda de vendas poderia forçar o Bitcoin abaixo do suporte de US$ 95 mil, expondo o BTC a uma queda em direção a US$ 93.471. Perder esse nível prejudicaria o ímpeto de alta e invalidaria a perspectiva positiva de curto prazo.
A Story despenca abaixo de US$ 3
O preço da IP sofreu uma forte queda nas últimas 24 horas, despencando 27% e sendo negociada próximo a US$ 2,88. A altcoin teve o pior desempenho do dia, após não conseguir romper a resistência crítica de US$ 3,94. A rejeição apagou os ganhos recentes e consolidou o momentum de curto prazo em uma tendência de baixa.
A tentativa frustrada de rompimento coincidiu com uma forte resistência de longo prazo na EMA de 200 dias. À medida que a IP perdeu força, caiu abaixo do suporte de US$ 2,88, expondo o risco de queda. Uma queda contínua poderia arrastar o preço da IP em direção ao suporte de US$ 2,17, caindo abaixo da EMA de 50 dias e enfraquecendo as perspectivas de recuperação.
Análise de Preços de Propriedade Intelectual. Fonte: TradingView
Uma alternativa otimista permanece caso a pressão vendedora diminua. Se os detentores de IP optarem por acumular ou manter suas posições, o preço poderá se recuperar. Recuperar o patamar de US$ 3,29 sinalizaria uma força renovada. Um movimento sustentado de volta para US$ 3,94 restauraria a estrutura de alta e invalidaria a atual tese de baixa.
Coinbase retira apoio à lei CLARITY após reescrita no Senado
O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, afirmou na noite de terça-feira que a empresa não pode mais apoiar a versão do Senado dos EUA para o projeto de lei sobre a estrutura do mercado de cripto após a introdução de mudanças amplas na CLARITY Act pelos parlamentares.
Segundo Armstrong, o rascunho do Comitê Bancário do Senado “quebra partes essenciais da estrutura do mercado” e cria riscos para ativos tokenizados, DeFi, stablecoins e mercados abertos de cripto.
A lei CLARITY acaba de mudar
A Coinbase retirou seu apoio poucas horas antes de o Senado encaminhar o projeto para a apreciação em comissão.
Ao mesmo tempo, fontes do Capitólio têm divulgado relatos não confirmados de que a análise marcada para amanhã pode ser adiada em razão da decisão da Coinbase.
Apesar de ainda serem rumores, esses relatos reforçam o aumento do risco político em torno do projeto.
Armstrong apresentou quatro preocupações principais em seu comunicado. O bloqueio de fato às ações e ativos tokenizados impede que instrumentos financeiros baseados em blockchain sejam negociados livremente em infraestruturas de cripto.
O CEO da Coinbase avalia que o projeto amplia o acesso governamental aos dados de transações DeFi, ao enquadrar protocolos descentralizados nas normas do Bank Secrecy Act e de combate à lavagem de dinheiro.
Além disso, as mudanças mais recentes concedem maior controle à SEC sobre os mercados de cripto, o que poderia trazer de volta problemas do período de Gensler para o setor.
Por fim, Armstrong apontou que o rascunho inclui regras sobre stablecoins e bancos que permitem às instituições financeiras limitar a concorrência e restringir recompensas voltadas ao setor de cripto.
O que mudou na revisão do Senado
O Comitê Bancário do Senado não irá votar o texto já aprovado pela Câmara. Em vez disso, adota uma reescrita completa conhecida como “substituição por emenda integral”.
Esse novo texto altera profundamente a regulação do mercado de cripto nos Estados Unidos.
Veja um comparativo simples dessas mudanças lado a lado.
CLARITY Act original vs. reescrita pelo Senado
A Coinbase é a maior exchange de cripto regulamentada dos Estados Unidos e possui uma das vozes mais ativas na formulação de políticas públicas em Washington.
A saída pública da empresa sinaliza aos parlamentares que o projeto pode ter perdido o apoio do setor em um momento decisivo.
Esse ponto é relevante porque os comitês bancário e de agricultura do Senado dependem de apoio bipartidário para avançar com a proposta.
O que acontece em seguida para o CLARITY Act?
A expectativa era de que o Senado iniciasse a fase de discussões na comissão esta semana, período no qual os parlamentares debatem e votam emendas formalmente.
No entanto, após o comunicado da Coinbase, algumas fontes de políticas públicas afirmam que a liderança pode adiar ou cancelar a análise para evitar perda pública de apoio.
Por enquanto, o projeto segue indefinido. Contudo, a disputa pelo controle das regras para cripto, stablecoins e DeFi nos Estados Unidos entra em seu estágio mais delicado até agora.
Bitcoin mira US$ 100 mil, mas um padrão de 2021 pode mudar tudo
O preço do Bitcoin surpreendeu novamente o mercado ao superar US$ 97 mil, com alta superior a 4% nas últimas 24 horas. Esse movimento reacendeu o otimismo, mas também acionou alertas técnicos entre alguns analistas que identificam padrões históricos se repetindo no gráfico.
Entre eles está Killa, trader quantitativo ativo desde 2019, que aponta a formação de um fractal do Bitcoin muito semelhante ao observado em 2021. Sua análise indica um cenário desconfortável: possível repetição de comportamento prestes a uma correção expressiva.
O fractal do Bitcoin que remete ciclo
O fractal do Bitcoin é um padrão de comportamento de preço que se repete em diferentes períodos do mercado, refletindo estruturas similares de impulso, consolidação e reação. De acordo com Killa, o fractal atual apresenta semelhança “difícil de ignorar” com a estrutura vista antes do topo de 2021.
Naquele ciclo, o Bitcoin se aproximou de um patamar psicológico relevante, então de US$ 50 mil, antes de mostrar fraqueza e entrar numa fase corretiva.
Atualmente, o equivalente psicológico seria US$ 100 mil. Killa destaca que a estrutura dos topos, a inclinação da resistência diagonal e o comportamento do momentum apresentam paralelos evidentes.
“Do ponto de vista psicológico, muitos podem decidir sair antes dos US$ 100 mil em vez de esperar por um teste claro, o que reforça a ideia de que esse nível pode não ser superado de maneira significativa”, alertou Killa no X.
O analista destaca que, nos últimos meses, o preço médio de compra para investidores de curto prazo ficou concentrado entre US$ 95 mil e US$ 100 mil.
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Esse cenário pode impulsionar pressão vendedora caso o preço não consiga se firmar acima dessa faixa. Além disso, é importante lembrar que o Bitcoin já testou suportes próximos aos US$ 80 mil recentemente, movimento similar ao das fases anteriores do fractal histórico.
Análise de preço do Bitcoin (BTC). Fonte: X/@KillaXBT
Embora admita extensões até US$ 98 mil ou US$ 99 mil, Killa avalia que apenas uma ruptura sustentada acima de US$ 104 mil–105 mil invalidaria sua tese.
Visões opostas: tendência de alta e resistência chave
Nem todos os analistas compartilham essa visão cautelosa. Jelle, reconhecido pela abordagem de longo prazo, afirma que a tendência de queda anterior do Bitcoin já ficou para trás. Em sua perspectiva, o preço rompeu e voltou a testar linhas de tendência importantes, transformando antigos topos em suportes.
Nesse cenário, a faixa entre US$ 100 mil e US$ 105 mil representa a próxima resistência natural, não necessariamente um topo. A estrutura vigente, com fundos ascendentes e melhor absorção de oferta, reforça a narrativa de continuidade da alta.
Análise de preço do Bitcoin (BTC). Fonte: X/@CryptoJelleNL
A diferença entre as análises reflete a complexidade do momento atual. Enquanto o fractal do Bitcoin indica cautela, a ação de preço e o contexto macroeconômico sustentam viés de alta.
Nas últimas 24 horas, o preço do BTC mostrou força, negociado a US$ 97.287 após alta de 4,24% nas últimas 24 horas. No mesmo período, mantém RSI e indicadores de momentum alinhados com fases de expansão, mas sem sinais extremos de euforia.
Desempenho do preço do BTC – 24 horas. Fonte: BeInCrypto
Esse equilíbrio entre otimismo e prudência frequentemente antecede movimentos decisivos. A reação do preço próximo aos US$ 100 mil será determinante para indicar se o fractal continuará predominando ou se o ciclo em andamento rompe o padrão.
Em resumo
O preço do Bitcoin está em ponto técnico crucial. Fractal semelhante ao de 2021 sugere cautela diante da resistência dos US$ 100 mil, enquanto outros analistas veem confirmações claras de tendência de alta.
O mercado terá de decidir entre repetir o padrão histórico ou consolidar uma nova fase de expansão. Em ambos os casos, as próximas semanas serão decisivas para os rumos do Bitcoin até 2026.
O que as baleias de cripto estão comprando com o mercado em alta?
O impulso do mercado de cripto ganhou força após os dados de inflação dos EUA registrarem estabilidade. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI sigla em inglês) de dezembro subiu 2,7% em comparação ao ano anterior, em linha com as expectativas e ainda em processo de desaceleração. Isso aliviou a pressão sobre cortes de juros no curto prazo e elevou o apetite por risco nos mercados. Algumas baleias (grandes investidores) do setor cripto demonstraram atenção ao movimento e estão comprando.
Ainda assim, as movimentações desses grandes investidores vêm sendo comedidas e não eufóricas. Em vez de perseguirem a alta, investidores com grandes posições ampliaram exposição a três tokens, acompanhando níveis técnicos relevantes e sinalizando preparação, não exposição cega ao risco.
Dogecoin (DOGE)
A Dogecoin volta a atrair interesse de grandes investidores enquanto o mercado se fortalece. Nas últimas 24 horas, a DOGE valorizou cerca de 5,9%, acumulando ganho de aproximadamente 7,6% em 30 dias. Embora o avanço seja moderado, ocorre em um ponto técnico importante.
Dados on-chain apontam que grandes investidores de cripto que têm entre 10 milhões e 100 milhões de DOGE aumentaram suas posições nesse período. Nas últimas 24 horas, esse grupo elevou as posses de 17,60 bilhões para 17,76 bilhões de DOGE, adquirindo 160 milhões de tokens, o equivalente a cerca de US$ 23,5 milhões em compras.
Dogecoin Whales: Santiment
O gráfico ajuda a entender por que esses investidores entram neste momento. No período diário, a Dogecoin retomou as médias móveis exponenciais (EMAs) de 20 e 50 dias, que dão maior peso aos preços recentes e são usadas para sinalizar mudanças iniciais de tendência.
Esse cenário é relevante porque, da última vez que a DOGE recuperou a EMA de 20 dias, e em seguida a de 50 dias na mesma sequência, foi no início de julho. Esse movimento foi seguido por uma alta de cerca de 73%, período em que também ocorreu o cruzamento positivo da EMA de 20 dias acima da EMA de 50 dias.
Agora, a EMA de 20 dias se aproxima da EMA de 50 dias, configurando possibilidade de novo cruzamento positivo.
A partir daqui, o primeiro nível observado por grandes investidores é US$ 0,154, que está 4,6% acima da cotação atual. Uma quebra consistente desse patamar atrairia as EMAs de 100 e 200 dias como próximas resistências. Superar essas marcas representaria uma mudança de tendência relevante, potencializando até mesmo um retorno de DOGE a US$ 0,209.
DOGE Price Analysis: TradingView
Pela ótica negativa, perder as linhas das EMAs de 20 e 50 dias enfraqueceria o viés altista e pode até expor o nível de US$ 0,115 para a DOGE.
Chainlink (LINK)
A LINK registra entrada de grandes investidores pelo segundo dia seguido. Embora as posses tenham caído entre 12 e 13 de janeiro, o novo impulso de alta no segmento cripto reaqueceu a demanda. A Chainlink (LINK) acumula alta próxima de 6% nas últimas 24 horas; a cotação testa faixa de resistência técnica após correção controlada.
Dados on-chain indicam que grandes investidores voltaram discretamente. No último dia, as posses subiram de 503,20 milhões para 503,42 milhões de LINK, uma adição de cerca de 220 mil LINK. Ao preço atual, esse volume corresponde a aproximadamente US$ 3,1 milhões em novas compras. Embora a dimensão seja inferior a fases de compra agressiva, o momento chama atenção.
Chainlink Whales: Santiment
O gráfico mostra por que os grandes investidores estão se posicionando. No início deste mês, a LINK recuou após um alerta de perda de força. Entre 9 de dezembro e 6 de janeiro, o preço estabeleceu máxima descendente enquanto o Índice de Força Relativa (RSI) formou máxima ascendente. O RSI compara ganhos e perdas recentes, medindo momentum. Esse descompasso sinalizou enfraquecimento e estimulou a correção.
Agora, essa correção se mostra construtiva, não baixista. O movimento de preço durante o recuo desenhou o “cabo” de uma estrutura conhecida como xícara-com-cabo, e LINK testa a região do pescoço desse padrão.
Para confirmação, a LINK precisa fechar acima de US$ 14,10 em base diária e depois sustentar força acima de US$ 15,04. Se isso ocorrer, a projeção do padrão aponta para US$ 17,62, aproximadamente 25% além dos níveis atuais. Esse possível ganho ajuda a explicar por que grandes investidores voltam à LINK, mesmo após recentes avanços.
LINK Price Analysis: TradingView
No cenário de baixa, uma movimentação abaixo de US$ 12,97 enfraqueceria o cenário, enquanto uma queda abaixo de US$ 11,73 o invalidaria totalmente.
Uniswap (UNI)
A Uniswap registra uma acumulação cautelosa por parte de grandes investidores de cripto, enquanto o preço se aproxima de um patamar considerado tecnicamente relevante. A UNI subiu cerca de 5,5% nas últimas 24 horas, mas a movimentação desses investidores ainda indica cautela, não perseguição agressiva por alta.
Desde 13 de janeiro, essas carteiras aumentaram suas posições em UNI de 549,37 milhões para 549,57 milhões de tokens, adicionando 200 mil UNI. Aos valores atuais, isso corresponde a um acúmulo em torno de US$ 1,1 milhão.
Grandes investidores UNI: Santiment
O gráfico indica essa cautela. A Uniswap está logo abaixo de sua média móvel exponencial de 20 dias (EMA).
Grandes investidores parecem estar se posicionando antecipadamente, mas aguardam confirmação. Um fechamento diário acima da EMA de 20 dias, combinado com avanço rumo à EMA de 50 dias, reforçaria o cenário de alta para a UNI. Acima desses níveis, as resistências aparecem em US$ 5,98 e, depois, em US$ 6,57, com US$ 8,13 possível caso o ambiente de mercado permaneça favorável.
Análise de preço da Uniswap: TradingView
Se a recuperação não se confirmar, o risco de queda permanece. Perder a faixa de US$ 5,28 enfraqueceria o cenário e poderia abrir espaço para US$ 4,74 no curto prazo.
Polymarket estima em 14% chance de impeachment de ministro do STF até 2027
A plataforma Polymarket criou um mercado que permite aos usuários apostarem sobre a possibilidade de algum ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ser removido por impeachment antes de 2027. Atualmente, o mercado precifica essa chance em apenas 14%, com queda de 2 pontos percentuais nas últimas negociações.
O volume financeiro envolvido nas apostas soma US$ 275 (cerca de R$ 1.500), montante considerado baixo para os padrões da plataforma, o que indica ainda um interesse moderado no tema. A data final estabelecida para a resolução do mercado é 31 de dezembro de 2026.
Volatilidade recente
O gráfico de oscilação dos últimos dias mostra que as apostas sobre o impeachment chegaram a atingir picos acima de 16% entre os dias 9 e 10 de janeiro, mas recuaram posteriormente. Nos últimos dois dias, houve nova elevação gradual, levando a probabilidade dos atuais 14%.
Contexto político
O mercado surge em meio a debates sobre o papel do STF na política brasileira e discussões recorrentes no Congresso Nacional sobre possíveis mecanismos de controle das decisões da Corte. Para que um ministro do STF seja afastado por impeachment, é necessária aprovação de dois terços do Senado Federal (54 dos 81 senadores) por crime de responsabilidade.
Historicamente, nenhum ministro do STF foi removido por impeachment desde a redemocratização do país em 1988, o que contribui para a baixa probabilidade precificada no mercado.
A plataforma não especifica qual ministro seria alvo do eventual processo, deixando em aberto a aposta para qualquer um dos 11 integrantes atuais da Corte.
BRB avança em tratativas para recuperar recursos em liquidação do Master
O banco BRB informou nesta quarta-feira (14) que avançou nas tratativas para recuperar recursos relacionados à liquidação do Master, após reunião realizada na última segunda-feira (12) com o liquidante responsável pelo processo. A instituição afirmou que os valores pertencem ao banco e que as negociações seguem dentro dos parâmetros legais.
Segundo a nota à imprensa, o banco atua como credor no processo de liquidação e respeita a ordem de prioridade estabelecida para o pagamento dos demais credores. Ainda assim, a instituição destacou que mantém uma atuação firme para reaver todos os compromissos pendentes, utilizando os instrumentos jurídicos disponíveis para resguardar seus interesses.
O BRB avaliou que a segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (14), contribui diretamente para o avanço das tratativas. De acordo com o comunicado, o bloqueio de bens determinado no âmbito da operação amplia as chances de devolução dos recursos devidos, fortalecendo os mecanismos de recuperação.
Na avaliação do banco, as ações judiciais e administrativas associadas à operação aumentam a efetividade do processo de liquidação, ao criar condições adicionais para o ressarcimento dos valores envolvidos, em conformidade com as normas que regem esse tipo de procedimento no sistema financeiro.
Banco reforça solidez e continuidade operacional
Na nota, a instituição buscou tranquilizar clientes, parceiros e o mercado ao reafirmar sua solidez financeira. Segundo o comunicado, o BRB segue operando normalmente, sem impacto sobre suas atividades regulares.
A oferta de serviços permanece completa, incluindo crédito, investimentos e atendimento por meio dos canais digitais e presenciais, sem qualquer alteração na rotina operacional.
Por fim, o banco informou que continuará acompanhando todas as etapas do processo de liquidação, mantendo diálogo com as autoridades competentes e adotando as providências necessárias para defender seus interesses. A instituição afirmou ainda que seguirá prestando esclarecimentos sempre que houver avanços relevantes, reforçando o compromisso com a transparência e a regularidade de suas operações.
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